Gerenciamento de Resíduos: Você já fez o seu plano?

Gerenciamento de Resíduos: Você já fez o seu plano?

Um gerenciamento adequado dos resíduos diminui o risco ocupacional e o impacto negativo sobre o meio ambien-te. Por este motivo, os estabelecimentos de saúde podem – e devem – contar com uma importante ferramenta de auxílio: o Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS).

O PGRSS é um documento integrante do processo de licenciamento ambiental que descreve ações relativas ao manejo de resíduos sólidos pelos estabelecimentos de saúde. Sua elaboração é de grande importância, pois revela princípios e diretrizes para o correto manejo dos Resíduos de Serviços de Saúde (RSS), conscientizando, orientando e estimulando os trabalhadores do estabelecimento a minimizarem resíduos.

De acordo com as Resoluções do CONAMA, os resíduos de serviços de saúde são classificados conforme o risco de contaminação (biológica, química ou física), ou sem contaminação (os chamados resíduos comuns).

– Grupo A – Biológicos e outros contaminados por agentes biológicos
– Grupo B – Químicos e outros contaminados por produtos químicos
– Grupo C – Radioativos (radionuclídeos ou por eles contaminados)
– Grupo D – Comuns (teoricamente sem as três primeiras contaminações)

Segundo a Dra. Emyr Ferreira Mendes, engenheira civil especializada em segurança do trabalho, arquitetura do sistema de saúde e toxicologia aplicada à vigilância sanitária, “a elaboração do PGRSS, além de ser uma exigência do CONAMA* e da ANVISA**, é uma prática que favorece a proteção à saúde pública e a preservação do meio ambiente”.

* CONAMA: Conselho Nacional do Meio Ambiente
** ANVISA: Agência Nacional de Vigilância Sanitária

O passo-a-passo do PGRSS

Dra. Emyr Ferreira Mendes comenta os aspectos jurídicos e práticos da elaboração do Programa de Gerenciamento de Resíduos dos Serviços de Saúde.

Qualifique: Qual é a legislação em vigor para orientação sobre o manejo de RSS?
Dra. Emyr: Temos a Resolução CONAMA nº 283 de 12/6/2001, que está sendo revisada pelo Ministério das Cidades, e a RDC n.º 33/03 da ANVISA, que também será revisada, por apresentar incompatibilidade com o meio ambiente. Embora em processo de revisão, estão em vigor e devem ser seguidas até nova publicação. As reuniões, abertas aos interessados, são divulgadas pelo site http://www.mma.gov.br/port/conama/index.cfm.

Em que grupo se classificam os materiais perfurocortantes?
Os materiais perfurocortantes (pontiagudos e de corte), segundo a sua contaminação direta, enquadram-se em A, B ou C. Na dúvida, serão sempre do Grupo A.

A ANVISA classifica como perfurocortante a bolsa de coleta incompleta, quando acompanhada de agulha. Qual sua opinião a respeito?
A bolsa de coleta deverá ter a sua cânula (macarrão) selada para a separação da agulha, que deverá ser acondicionada como perfurocortante do Grupo A. A bolsa deverá ser classificada como resíduo do Grupo A. Por precaução, o mesmo tratamento deverá ser dispensado a algodões, tampões, gazes, ataduras e materiais descartáveis como cânulas, luvas, equipos de aférese e outros que podem estar contaminados ou não.

Dicas da Dra. Emyr para uma correta elaboração do PGRSS

1) Faça um levantamento das unidades que compõem o seu estabelecimento e do número de trabalhadores em exercício em cada unidade.
2) Solicite a cada trabalhador a descrição de toda espécie de resíduo gerado por ele durante o dia de trabalho, tanto no exercício da atividade como fora dele (Ex.: lanche, balas, café, medicamento etc.).
3) Classifique os resíduos de acordo com sua contaminação (ver Resolução 283/01 do CONAMA).
4) Descarte os resíduos na fonte e no momento de sua geração, segregando-os no ato.
5) Defina o tipo de acondicionamento necessário para cada resíduo gerado.
6) Pese os resíduos gerados em cada unidade, de acordo com o Grupo classificado.
7) Defina como será o transporte interno dos resíduos de cada Grupo.
8) Defina tratamento de acordo com as características do Grupo.
9) Articule com órgãos municipais sobre o tratamento e a disposição final dos resíduos e defina a coleta de transporte.
10) Treine e capacite os trabalhadores do estabelecimento para que entendam o processo do gerenciamento e possam contribuir em 100%.
11) Elabore cartazes de divulgação e conscientização para os trabalhadores.
12) Doe materiais recicláveis para organizações especializadas.
Quer saber mais sobre o tema? Acesse a nossa página e faça o download do Manual de Gerenciamento de Resíduos.

Com o objetivo de avaliar o Manual de Acreditação de Laboratórios Clínicos, a Organização Nacional de Acreditação (ONA) iniciou, em julho deste ano, visitas em 29 laboratórios de diferentes regiões do país.

O manual da ONA foi redigido em parceria com três importantes instituições: a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica (SBPC/ML), a Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que forneceu os recursos para os testes de campo.

Os laboratórios – públicos e privados, de pequeno e grande portes – participantes do teste de campo foram escolhidos dentre os que se ofereceram voluntariamente, de modo a representar as diferentes regiões e instituições públicas e privadas.

Fontes: Anvisa e ONA.

A importância da fase pré-analítica

Com a epidemia da AIDS nas últimas duas décadas, a citometria de fluxo vem se destacando por sua capacidade de identificar e quantificar, com alta precisão e especificidade, a progressiva destruição de linfócitos T CD4+ pelo vírus HIV.

Mas o alto custo de sua implantação (mais de R$ 300 mil) torna-a inacessível a grande parte dos laboratórios clínicos, abrindo espaço para a terceirização, que, quando feita com critérios técnicos, é uma excelente oportunidade para estender a tecnologia à população.

O único contratempo se dá porque, num país com as dimensões do Brasil, dois aspectos podem interferir na viabilidade celular: o tempo de transporte, muitas vezes superior a 30 horas (limite para imunofenotipagem), e o clima tropical, com temperatura que facilmente excede 22°C (limite para transporte de sangue nesse tipo de exame, conforme Guia do CDC MMWR 1997-46-RR2.

Compreendendo essas limitações, são necessários critérios pré-analíticos seguros para determinar linfócitos T CD4+, que, em associação com a carga viral, estabelecem pontos de decisão para profilaxia a infecções e terapia antiviral. O biólogo Igor Couto Cruz, que é consultor científico de Imunologia na UFRJ/IPPMG e gestor corporativo do Laboratório Diagnósticos da América na área de Citometria de Fluxo, seleciona alguns:

– Verifique a proporção entre anticoagulante/sangue e a validade do anticoagulante para evitar destruição celular.
– Transporte o tubo com o sangue coletado em recipiente plástico assinalado com o símbolo de “potencialmente infectante”. Para evitar congelamento, variações bruscas de temperatura e elevações acima de 37°C, deve-se usar embalagem isolante. Uma sugestão seria acondicionar o recipiente plástico em uma caixa pequena de isopor (ou outra embalagem isolante), e, finalmente, dentro de um isopor maior com gelo reciclável.
– Controle o tempo entre a coleta do sangue e sua chegada ao laboratório que fará a análise. Combine o horário da coleta com o do recolhimento pela transportadora e solicite desta o registro de horários praticados.
– Quando possível, encaminhe o resultado da leucometria global e específica realizada no dia da coleta ao laboratório que realizará a imunofenotipagem, a fim de evitar divergências no cálculo das populações linfocitárias.
– Faça fichário de acompanhamento de cada paciente. Isso ajudará a compreender as variações inerentes às infecções e detectar problemas de viabilidade celular ou técnicos.

Você, cliente da Controllab, sabe que pode contar com um serviço reconhecido nacional e internacionalmente por sua qualidade. Mas talvez não saiba que, há quatro anos, existe uma equipe responsável pela reestruturação dos serviços da empresa, bem como por sua reorganização interna. É o setor da Garantia da Qualidade, que assumiu, junto à sua gestão de serviços, a implantação de programas como Qualidade Total e 5S.

Em 2001, o setor se dividiu em duas equipes, para que uma delas se dedicasse unicamente à Habilitação ANVISA/REBLAS, concedida em meados daquele ano, e a certificação ISO9001:2000, conquistada no último mês de junho.

“Cada selo tem uma importância em nosso negócio”, explica Leonardo Paiva, Coordenador da Garantia da Qualidade. 

A habilitação ANVISA/REBLAS demonstra a competência técnica da Controllab em desenvolver e gerenciar programas de ensaios de Proficiência. Já a Certificação ISO 9001 tem foco no cliente e na melhoria contínua dos processos, como aumento de produtividade e eficiência, melhor comunicação e satisfação profissional, dentre outros.

Segundo Leonardo, o processo da Certificação partiu de um planejamento eficiente e do comprometimento de todos os funcionários com o SGQ – Sistema de Gestão da Qualidade, começando pela participação direta da Direção da ControlLab. “Foi um trabalho intenso, que envolveu desde a escolha dos nossos consultores até a definição da Política da Qualidade e de seus objetivos, passando por desenvolvimento do Manual da Qualidade e outros documentos de apoio, auditorias internas e externas, tudo no tempo recorde de seis meses”, conta.

A manutenção da Habilitação ANVISA/REBLAS e da Certificação ISSO 9001 é a principal prioridade para a Garantia de Qualidade. “Juntos, esses dois selos abrangem todos os nossos processos gerenciais e técnicos. Isto nos tem ajudado a identificar muitos pontos de melhoria, e não pretendemos desperdiçar nenhuma oportunidade”, conclui Leonard.

O gerenciamento de resíduos

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PRM 0009

Acreditação Cgcre/Inmetro - Produtor de Material de Referência Certificado

A Controllab é acreditada como Produtor de Material de Referência Certificado (MRC) desde 2016 pela Coordenação Geral de Acreditação (CGCRE), do Inmetro, sob o n.º PMR 0009. A avaliação dessa conformidade é realizada conforme os requisitos estabelecidos nas normas ABNT NBR ISO 17034 e Inmetro, garantindo assim a competência para a produção dos MRC, conforme Escopo de Acreditação.

Esta acreditação atesta a competência técnica da Controllab em produzir MRC, conforme requisitos internacionais e a habilita para ser reconhecida em outros países, conforme acordos de reconhecimento mútuo, estreitando as barreiras técnicas entre o Brasil e os outros países dos Continentes.